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Avaliação aponta a soja precoce como a mais atingida pela estiagem

15 de janeiro de 2020
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Entretanto, lavouras desse estágio representam apenas 25% dos 35 mil hectares plantados com soja no município

A escassez de chuva registrada nas últimas semanas provocou prejuízos em lavouras de soja e milho e nas pastagens em Santo Ângelo. Entretanto, o percentual afetado é considerado pequeno e com a regularização das chuvas a tendência é que não sejam registrados aumentos na quebra.

Na tarde de segunda-feira, 13, uma reunião foi realizada nas dependências do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) para avaliar a situação. Participaram do encontro, os representantes da Secretaria Municipal de Agricultura (SEMAGRI), Diomar Formenton e Kelvin Kehl; o chefe do escritório local, Álvaro Uggeri Rodrigues e a agrônoma da Emater, Márcia Dezen; Daniel Casarin, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR); Laurindo Nikititz, presidente do Sindicato Rural e Adelar Cavalheiro, coordenador da Defesa Civil de Santo Ângelo.

De acordo com os dados apresentados, a quebra atinge 30% do milho, 15% da soja e 15% na produção leiteira. Como o milho tem a colheita praticamente finalizada, o número não deverá ser alterado.

Com relação à soja, as perdas maiores estão nas chamadas lavouras precoces. “Porém, essas lavouras representam 25% da área plantada”, lembra Formenton. Essa quebra na soja precoce é uma quebra consolidada. “Mas nos outros 75%, o prejuízo não é expressivo e pode ser recuperado”, frisa.

O plantio de soja atingiu 35 mil hectares em Santo Ângelo. Já o milho tem 2,5 mil hectares plantados de forma convencional e mais 900 hectares irrigados. A produção de milho da safra passada atingiu 130 sacas por hectare. Para esse ano, a projeção inicial aponta 140 sacas por hectare. Já a soja tem produtividade média estimada em 60 sacas por hectare. Esses são dados apresentados pela Comissão Municipal de Estatísticas Agropecuárias (COMEA) do IBGE.

AVALIAÇÃO DOS PRODUTORES

Diomar Formenton e Adelar Cavalheiro apresentaram ainda avaliações feitas por produtores. A SEMAGRI e a Defesa Civil realizam um trabalho com produtores de todas as localidades do Município, com repasses de dados das chuvas e também da situação das culturas. Pluviômetros foram instalados nessas localidades e os produtores se responsabilizam por conferir e repassar os dados.

Os dados mostram situações bem diferentes nas localidades. Na Linha Independência, por exemplo, a avaliação é que o milho plantado em setembro terá perda quase total. Já no Rincão dos Mendes é destacado que não deverá se ter prejuízo nas lavouras de milho.

Os maiores prejuízos apontados pelos produtores estão mesmo na soja precoce e no milho plantado mais tarde. Quanto às chuvas, também existem variações significativas. Mas na maioria das localidades não se tem registro mais severo de falta de umidade. “A expectativa, inclusive, é que com a chuva da última sexta, da terça e a previsão de mais umidade nesta quinta, a situação se normalize”, acentua Adelar Cavalheiro.

Texto: Hogue Dorneles
Fotos: Fernando Gomes/Arquivo

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