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Eduardo Leite anuncia ajustes no modelo de distanciamento controlado no RS

11 de junho de 2020
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O governador Eduardo Leite anunciou, na tarde desta quinta-feira, os novos ajustes no modelo de distanciamento controlado no Rio Grande do Sul. As novas regras apresentam alteração no ponto de corte de indicadores de Covid-19 no Estado, ajustes no uso das bandeiras nas regiões, em que precisará apresentar estabilização para mudanças, e uma projeção para antecipar futuros colapsos nas UTIs pelo Estado.

Segundo Leite, o modelo é teórico e inovador pois faz uma conciliação da atividade econômica com a proteção à vida. “Não está nas mãos do governo ter menos restrições, está nas mãos da população gaúcha. Por isso precisamos do engajamento de todos. Não é flexibilização. Estamos distantes de uma volta à normalidade”, afirmou durante a transmissão ao vivo pelo Facebook.

Os ajustes foram apresentados pela coordenadora do Comitê de Dados das ações de combate à pandemia de Covid-19 no Rio Grande do Sul, Leany Lemos, que ressaltou que o projeto foi montado com foco na vida após um intenso monitoramento. “Tudo isso é para trazer mais segurança, reduzir riscos de esgotamento e simplificar os indicadores”, disse.

Ajustes 

Conforme o modelo, as alterações nos indicadores de óbitos por Covid-19 trará uma projeção das mortes nos últimos sete dias e na variação de pacientes internados em UTI, em vez de usar o número de óbitos dos últimos sete dias. O indicador também vai mostrar o uso de leitos livres de UTI em relação a leitos ocupados por Covid-19 em UTI na Macrorregião, substituindo o de leitos de UTI livres no último dia em relação à população idosa por Macrorregião.

Também será incluído sobre o uso de leitos livres em relação aos leitos ocupados por Covid-19 em UTI no Estado, que substituirá o de leitos de UTI livres no último dia no Estado. O indicador “ativos no último dia / recuperados nos últimos 50 dias” passará a ser “ativos na semana / recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana”.

Leany também destacou a mudança das bandeiras no Estado. Na regra das bandeiras preta e vermelha, o município precisará de duas semanas de estabilização em bandeira menos restritiva para efetivamente baixar.

O objetivo na revisão nos Pontos de Corte é para ter uma antecipação de efeitos da pandemia, para prevenir o esgotamento da capacidade de atendimento e ter um melhor monitoramento ao Estado. Por exemplo, a proposta aponta que para a região passar da bandeira amarela para a laranja, a taxa de avanço de hospitalizações por Covid-19, no período de duas semanas, teria que passar de 5% a 20%; para passar da laranja para a vermelha, o avanço deve ser de 20% a 50%, e da vermelha para a preta, o avanço precisa ser de 50%.

A capacidade de leitos de UTI Livres para Covid-19 também será medida para o uso vigente da bandeira por região. A proposta mostra que para passar da amarela para a laranja, a região precisa de uma redução de 0% a 20%, de laranja para a vermelha, uma redução de 20% a 30% e para chegar a bandeira preta, a redução é de 30%.

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