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Cultura

Exótica árvore bicentenária passa por intervenção em Santo Ângelo

26 de março de 2020
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RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

Empresa de serviços ambientais analisa fitossanidade e orienta poda em Magnólia que é patrimônio natural da Capital das Missões

Patrimômio natural do município de Santo Ângelo, a árvore da espécie Magnólia Grandiflora, localizada na esquina das Ruas São Lourenço e Raul Pilla, no bairro Oliveira, recebeu uma intervenção de manutenção, na manhã de quarta-feira, 25 de março.

Orientada pela empresa inPLANTE Serviços Ambientais e topografia, a ação assinada pelos engenheiros florestais Jéssica Dressler e Ângelo Augusto Zambon, foi realizada em conjunto com a Eco Verde Vida e teve a fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) da Capital das Missões.

O plano de ação para a manutenção da Magnólia foi solicitado pelo CONDEMA. “O interesse em cuidar da Magnólia partiu do Conselho, que entrou em contato com a empresa ECO Verde Vida. A empresa procurou a inPLANTE, pois para executar o plano, precisava de um engenheiro florestal responsável.

Jéssica explica que, considerando que a árvore já havia passado por um processo de intervenção e necessitava nova manutenção, a inPLANTE aceitou o desafio de orientar a execução do plano de ação. “A proposta foi de analisar a fitossanidade da árvore, com atenção aos galhos, para orientar uma poda adequada, evitando problemas estruturais e quebra, o que pode comprometer o tronco principal, pois isso além de poder gerar desestabilização da árvore, gera riscos para abertura de fissuras, facilitando a entrada de patógenos”, disse a engenheira.

De acordo com o fiscal ambiental da SEMMA, Rafael Ramos, que acompanhou os trabalhos, a necessidade de intervenção se deu por ser um espécime tombado e por estar apresentando complicações fitossanitárias, com (insetos e fungos) e mecânica (ramos muito longos e pesados) que causam podridões, ocamentos e pressões que levam a árvore a rachar e acelerar o processo de morte.

Além disso, outros fatores importantes para a manutenção da Magnólia, conforme o fiscal, são a idade e o porte dela, já que ela acaba se desenvolvendo e criando um ecossistema próprio dela com insetos, fungos, plantas epífitas e parasitas que interagem em conjunto, algumas vezes beneficamente outras negativamente.

ANÁLISE E PODA

Após a análise da fitossanidade e poda de condução e limpeza, onde foram extraídos galhos já mortos e outros que estavam preenchidos com cimento prejudicando a estrutura da árvore, a equipe que participou dos trabalhos constatou a situação precária da Magnólia, que está oca devido à insetos xilófagos e microorganismos.

O fiscal da SEMMA esclareceu que a falta de manutenção por podas pode ter sido um agravante. “Ramos longos podem ocasionar excesso de peso que força a planta a quebrar já que ela tem uma desrrama natural insipiente. Então a necessidade de realizar a intervenção foi de remover partes muito comprometidas, proporcionar escoras se necessário, combater parasitas (plantas parasitas e insetos), e melhorar a aeração e solarização da copa”, afirmou Ramos.

Zambon contou que inicialmente a ideia era realizar uma dendrocirurgia, um procedimento que visa erradicar o agente causador do dano e melhorar a estrutura da árvore. Porém, como encontraram um estágio avançado de degradação, será necessário estudar a decisão a ser tomada.
Em uma decisão conjunta, Zambom, o fiscal da SEMMA, e os operários que realizaram a poda, entenderam que o estado da Magnólia é de comprometimento avançado da estrutura e que ela apresenta risco. Foi solicitada a presença do secretário de Meio Ambiente, Francisco da Silva Medeiros, e do representante do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CONDEMA), engenheiro florestal Nelson Almeida, para que averiguassem a situação da Magnólia.

Medeiros lembrou que foi a partir de uma resolução do CONDEMA que ocorreu o trabalho na quarta-feira. “Após vistoria dos conselheiros, que foram lá para averiguar a situação, eles recomendaram que fosse feita a intervenção de áreas avariadas e para aliviar a carga de galhos que estavam indo para a casa da vizinha. No momento da intervenção, o engenheiro florestal responsável foi acompanhando a situação fitossanitária da árvore e agora emitiu um relatório para que o Conselho delibere sobre o que deverá ser feito”, finalizou o secretário Municipal de Meio Ambiente.

Fotos: Letícia Sangaletti e Angelo Zambon.

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