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Saúde

HSA conta com serviço de alta tecnologia para atendimento de pacientes com AVC isquêmico

9 de fevereiro de 2019
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Na sala de telemedicina é feita aplicação de medicação trombolítica que permite a recuperação e redução de sequelas

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das doenças que mais mata no Brasil e causa incapacidade no mundo. Ao todo 70% das pessoas que sofrem um derrame seja AVC isquêmico ou hemorrágico não conseguem retornar ao trabalho, enquanto 50% ficam dependentes de outras pessoas para as tarefas do dia a dia. Por isso, a rapidez no atendimento associado ao uso de trombolítico faz toda a diferença no tratamento, pois além de salvar vidas pode reduzir as sequelas do paciente que sofre o AVC.

O Hospital Santo Ângelo conta com um serviço especializado para o atendimento de pacientes com AVC isquêmico. O neurologista José Otávio Dworzecki Soares é o médico responsável pelo serviço que possui uma equipe de profissionais qualificados que periodicamente realizam treinamentos.

TELEMEDICINA

Joel Bueno, enfermeiro que atua no serviço de telemedicina, viabilizado pela Ceanne, explica que essa especialidade funciona no setor de urgência e emergência do Hospital Santo Ângelo. “Contamos com uma sala especial com equipamentos de alta tecnologia para o atendimento de pacientes vítimas de AVC isquêmico. Temos um aparelho de vídeo conectado diretamente com o Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre que repassa imagens para neurologistas que acompanham o atendimento feito pelo médico plantonista do HSA. É importante também salientar que o neurologista do HSA também acompanha todo esse processo. Além da visualização do paciente pelo vídeo, os médicos de Porto Alegre também têm acesso aos exames de tomografia enviados via internet. Desta forma é possível observar mais detalhes da real situação do paciente e dessa forma definir a conduta do uso ou não do agente trombolítico endovenoso – substância que dissolve a coagulação sanguínea em um vaso bloqueado e restaura o fluxo normal sanguíneo e do tecido.”

APLICATIVO JOIN

Em paralelo a isso, o HSA também utiliza um aplicativo chamado “Join”, semelhante ao WhatsApp que permite a comunicação entre os médicos e enfermeiros durante as etapas do protocolo de atendimento e serve como ferramenta para o envio de imagens, dados dos exames e outras informações sobre o paciente. Os dados ficam restritos aos profissionais de saúde através deste aplicativo. Isso garante o sigilo total das informações. O aplicativo também permite mensurar o tempo de atendimento do paciente, suas diferentes etapas, e uma visão ampla da conduta, importante para avalição do que pode ser aprimorado neste processo no que se refere a agilidade do serviço.

O aplicativo é disponibilizado em um tablete, que fica no setor de Urgência e Emergência. Os dados são repassados ao médico neurologista de sobreaviso via aparelho celular. A tecnologia é viabilizada pelo “Projeto Angel AVC” que também realiza treinamentos periódicos como os profissionais que atuam neste serviço.

O diretor técnico do Hospital Santo Ângelo, Loi Roque Biacchi, salienta a importância deste serviço pelo sucesso nos resultados. Antes havia uma limitação maior no atendimento de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) no serviço de Urgência e Emergência. Com o uso de novas tecnologias e medicações estamos obtivemos excelentes resultados no tratamento destes pacientes.

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO

O paciente com suspeita de AVC isquêmico, atendido no setor de Urgência e Emergência do Hospital Santo Ângelo, passa por um processo de avaliação. Essa primeira etapa tem como tempo ideal 10 minutos dentro do que prevê o protocolo. Com 15 minutos é feito acionamento do neurologista. Já aos 25 minutos a realização da tomografia computadorizada de crânio. A interpretação da tomografia de crânio deve ser feita em 45 minutos. E em 60 minutos, caso necessário, a infusão do agente trombolítico endovenoso.

SINTOMAS DO AVC

O AVC tem como fatores de risco a vida sedentária, obesidade, estresse, hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, consumo de álcool, tabagismo, entre outros. O médico responsável pelo serviço, José Otávio Dworzecki Soares, explica que o AVC ocorre quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é interrompido ou reduzido, privando as células de oxigênio e nutrientes (AVC isquêmico) ou rompimento da vaso sanguíneo (AVC hemorrágico).”

O médico observa que para identificar o acidente vascular cerebral é preciso estar atento aos seguintes sintomas: perda da força motora de um dos lados, dificuldade para falar, perda de visão, cefaleia intensa (dor de cabeça), desvio da rima labial, dormência na face, perda de sensibilidade de um lado do corpo, paralisia de um lado do corpo, distúrbio de linguagem, distúrbio sensitivo e alteração do nível de consciência.

“Dentro desses dois anos e meio não temos nenhum caso de sangramento intracraniano após a aplicação da medicação. Além disso, foram obtidos excelentes resultados na recuperação dos pacientes, reduzindo sequelas e tempo de internação”, observa o neurologista José Otavio Dworzecki Soares.

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