
Osvaldir Ribeiro de Souza cobra interferência do Executivo e acusa pasta de “fazer pouco caso” com a 19ª edição de tradicional evento cultural do município
Durante a sessão da Câmara de Vereadores na última segunda-feira Osvaldir Ribeiro de Souza usou a tribuna do Pinga Fogo para fazer um pronunciamento contundente que ecoou dentro e fora do plenário. De forma enfática, o parlamentar pediu a interferência direta do prefeito Nívio Braz na Secretaria Municipal de Cultura, apontando falhas graves na condução da pasta e alegando desrespeito com a organização de eventos históricos da cidade.
Segundo o vereador, a atual gestão da Cultura municipal tem demonstrado desinteresse e despreparo na coordenação de atividades que deveriam fortalecer a identidade local e fomentar a economia criativa. Em especial, Souza apontou a negligência com a 19ª edição de um evento que, segundo ele, é parte do patrimônio cultural de Santo Ângelo.
“Estamos falando de um evento que carrega 19 anos de história e que sempre contribuiu para o turismo, o comércio e a valorização dos nossos artistas locais. É inadmissível que o atual secretário esteja tratando essa iniciativa com descaso. É como se quisesse boicotar um movimento que já é do povo”, afirmou o vereador no plenário.
Falta de apoio institucional
Fontes ligadas à organização do evento confirmaram à reportagem que, neste ano, houve atrasos na liberação de recursos e ausência de apoio logístico da Prefeitura. Participantes relatam que pedidos de estrutura básica, como palcos, iluminação e materiais de divulgação, não foram atendidos pela Secretaria de Cultura dentro do prazo necessário.
“Recebemos respostas evasivas e, em alguns momentos, silêncio. A sensação é de abandono”, afirmou um dos organizadores, que preferiu não se identificar por medo de retaliações.
Contradições e silêncio oficial
O prefeito Nívio Braz ainda não comentou publicamente sobre a solicitação de intervenção feita pelo vereador. A expectativa é de que o Executivo se manifeste nos próximos dias, sobretudo diante da pressão popular que a denúncia começa a gerar nas redes sociais e nos bastidores políticos.
Impacto além da cultura
A denúncia do vereador Osvaldir Ribeiro de Souza não trata apenas de uma pauta cultural: expõe um possível quadro de desorganização administrativa e fragilidade no trato com o setor artístico, justamente em um momento em que políticas culturais são fundamentais para a retomada do setor após o impacto da pandemia.
“A cultura não é capricho, é ferramenta de cidadania, educação e desenvolvimento. A omissão é grave e compromete o papel da gestão pública”.
A Câmara de Vereadores estuda a possibilidade de convocar o secretário de Cultura para prestar esclarecimentos. Se confirmada, a audiência poderá aprofundar a apuração das denúncias e abrir um novo capítulo nas relações entre o Legislativo e a pasta cultural da cidade.
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