
Natural do Pontão de Santa Maria, interior de São Luiz Gonzaga, onde nasceu em 1942, Ortaça construiu uma carreira sólida e profundamente enraizada nas tradições da região das Missões. Com mais de 120 composições autorais, sete discos, 12 CDs e um DVD — este último, o primeiro em alta definição gravado no Rio Grande do Sul — sua obra se tornou parte fundamental do cancioneiro sul-rio-grandense.
Gravado em locais simbólicos como São Miguel das Missões, São Borja, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo, o DVD é um marco da valorização dos símbolos e da memória missioneira. Ao longo de sua trajetória, Ortaça acumulou diversas distinções, entre elas o título de Mestre das Culturas Populares, concedido pelo Ministério da Cultura, a Medalha Farroupilha da Assembleia Legislativa, além de troféus como “Ouro das Missões” e “Contra Todos os Ventos”.
O reconhecimento, no entanto, não se limita às premiações. Em 2024, foi agraciado com dois importantes títulos de Doutor Honoris Causa — um pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em abril, e outro que será entregue pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa), no dia 24 de outubro, em São Luiz Gonzaga.
Mesmo aos 83 anos, Pedro Ortaça segue ativo e inovando. Em 5 de agosto, lançou a música inédita “Pena Guarany”, em parceria com o filho Gabriel Ortaça e o poeta Vaine Darde. A canção, já disponível no YouTube, marca uma novidade em sua obra: é a primeira vez que o violino aparece como instrumento central em uma de suas composições.
Conhecido carinhosamente como “o último tronco missioneiro”, Pedro Ortaça é símbolo de resistência e renovação cultural. Sua trajetória é um tributo vivo à alma do povo das Missões — um legado que continua a inspirar novas gerações e manter acesa a chama da tradição gaúcha.
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