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El Niño pode trazer nova onda de destruição ao RS, alertam meteorologistas

El Niño pode trazer nova onda de destruição ao RS, alertam meteorologistas
19/03/2026 às 09:03

A previsão de um novo episódio do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026 reacendeu o alerta no Brasil. Um boletim da Administração de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos indica que a transição deve ocorrer de forma rápida e com intensidade ao menos moderada, elevando as temperaturas em todo o país, e que o cenário se assemelha a 2023.

No Sul, a preocupação é maior devido ao risco de chuvas intensas semelhantes às que provocaram a tragédia no Rio Grande do Sul em 2024.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, modelos climáticos globais apontam um cenário parecido com o período que antecedeu as enchentes históricas, indicando possibilidade concreta de volumes elevados de precipitação.

A tendência é de maior concentração de chuvas no Sul e redução no Norte, padrão típico associado ao fenômeno. As regiões Sudeste e Centro-Oeste ainda apresentam incertezas, mas podem enfrentar calor acima da média.

As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul foram resultado da combinação entre uma área de baixa pressão e a chegada de uma frente fria, o que favoreceu a formação de instabilidades persistentes. Cidades como Santa Maria e Soledade registraram volumes superiores a 200 milímetros em poucos dias, enquanto Caxias do Sul acumulou 845,3 mm ao longo do mês, muito acima da média histórica.

Os impactos econômicos foram significativos. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, as perdas na agricultura chegaram a cerca de R$ 3,7 bilhões.

Para 2026, a expectativa é que o fenômeno comece a se formar ainda no outono e ganhe força ao longo do ano, alterando os corredores de umidade e favorecendo a formação de frentes frias sobre o Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. Esse cenário aumenta o risco de episódios de chuva persistente e volumosa.

O monitoramento climático deve se intensificar nos próximos meses, com atenção especial ao comportamento das chuvas no Sul. Estados vizinhos como Santa Catarina e Paraná também podem registrar volumes elevados.

Embora haja semelhanças com 2024, a repetição de uma tragédia na mesma escala não é considerada certa, já que eventos extremos dependem de fatores de curto prazo. Ainda assim, o risco é considerado concreto e exige acompanhamento contínuo.

Enquanto o Sul pode enfrentar excesso de chuvas, outras regiões devem lidar com seca e calor. O El Niño tende a intensificar temperaturas no Centro-Oeste e no Sudeste, favorecendo queimadas e ampliando os impactos na qualidade do ar e na saúde da população.

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