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Saúde

O que se sabe sobre nova variante da Covid-19 com alta mutação confirmada em 23 países

O que se sabe sobre nova variante da Covid-19 com alta mutação confirmada em 23 países
31/03/2026 às 09:03

Uma nova variante da Covid-19, chamada BA.3.2 e apelidada de “Cicada”, passou a ser monitorada por autoridades de saúde após apresentar alto número de mutações e já ter sido identificada em 23 países. Apesar do avanço, ainda não há registros no Brasil ou sinais de maior gravidade da doença.

Classificada como uma linhagem do Sars-CoV-2, a BA.3.2 foi descrita pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, como “altamente divergente”.

O motivo é a concentração de cerca de 70 a 75 mutações na proteína spike, estrutura usada pelo vírus para se ligar às células humanas, o que levanta dúvidas sobre o comportamento da variante diante da imunidade já existente.

O apelido “Cicada”, que significa cigarra, surgiu por uma analogia ao inseto que aparece em grande número após longos períodos “no subsolo”.

Segundo autoridades, a variante ficou um tempo sem ser detectada antes de voltar a surgir com mais frequência.

Quando surgiu e onde já foi detectada

De acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a primeira identificação ocorreu na África do Sul, em 22 de novembro de 2024, a partir de uma amostra respiratória.

Desde então, houve aumento nas detecções, especialmente a partir de setembro de 2025.

Até 11 de fevereiro de 2026, a BA.3.2 já havia sido registrada em 23 países. Apesar da expansão, o Brasil ainda não confirmou casos da nova cepa.

Como a variante da Covid-19 está sendo monitorada

O acompanhamento é feito por meio de vigilância genômica, além do rastreamento em esgoto, que analisa a presença de patógenos em sistemas de descarte de água.

Também são utilizadas amostras voluntárias de swab nasal de viajantes para mapear a circulação do vírus.

Gravidade e sintomas

Até o momento, especialistas afirmam que não há indícios de que a variante cause quadros mais severos.
A principal preocupação está ligada à sua capacidade de disseminação e às possíveis mudanças no comportamento do vírus.

Os sinais associados à BA.3.2 são semelhantes aos de outras variantes recentes. Entre os mais comuns estão dor de garganta, tosse, congestão nasal, cansaço, dor de cabeça e febre. Também há relatos de sintomas gastrointestinais, como náusea e diarreia.

Vacinas podem ter impacto reduzido

As vacinas mais recentes foram desenvolvidas com foco em variantes da linhagem Ômicron, especialmente JN.1 e seus descendentes.

Especialistas apontam que a distância genética da BA.3.2 pode reduzir a eficácia do encaixe imunológico.
Manter a vacinação atualizada continua sendo uma das principais estratégias.

“Tome o reforço assim que estiver disponível. Ele funciona contra as principais linhagens em circulação, incluindo XBB.1.16, EG.5.1, FL.1.5.1 etc”, orienta Rajendram Rajnarayanan, pesquisador da New York Institute of Technology College of Osteopathic Medicine.

Grupos de maior risco continuam sendo prioridade. Neil Maniar, diretor do mestrado em saúde pública da Northeastern University, reforçou: “O maior foco é proteger pessoas de maior risco e manter as precauções padrão”.

Há motivo para preocupação?

Por enquanto, especialistas indicam cautela, mas sem alarme “É algo que definitivamente queremos monitorar”, disse Dionne.

Ele também não descarta uma possível expansão no futuro: “Ela pode, com o tempo, se tornar a cepa dominante nos EUA, mas ainda não chegou lá”.

O que fazer em caso de teste positivo

A orientação segue a mesma adotada para outras variantes.

“Quando estiver doente, faça o teste. Se der positivo, fique em casa até melhorar e confirme com um teste negativo. Se isso não for possível, use uma máscara N95 bem ajustada”, afirmou o Rajendram Rajnarayanan.

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