
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), cumpriu, nesta segunda-feira, 20 de abril, três mandados de busca e apreensão em Pelotas. A ação integra as investigações da Operação Caixa?Forte, que apuram a lavagem de dinheiro ligada a uma organização criminosa com atuação, principalmente envolvendo tráfico de drogas, no Sul do Estado.
A ofensiva, denominada Operação Hibernação, é um desdobramento das Operações Caixa?Forte I e II e tem como foco a dissimulação de valores ilícitos por meio da aquisição de bens. O alvo é um dos líderes da organização criminosa, envolvido em vários crimes. Os mandados foram cumpridos em um apartamento avaliado em cerca de R$ 500 mil, apontado como objeto da lavagem de capitais; na residência de uma servidora pública estadual; e na construtora responsável pela obra. Pelo menos três pessoas são investigadas, e a apuração continua.
Conforme o coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, documentos apreendidos em fase anterior da Operação Caixa?Forte indicaram a compra, ainda na planta, de um apartamento em nome de uma servidora pública estadual. “Entre os materiais havia um recibo de aquisição do imóvel, utilizado para lavar dinheiro de origem criminosa e beneficiar um familiar do líder da organização criminosa”, afirmou.
As investigações apontam que a lavagem de dinheiro é atribuída ao núcleo financeiro do apenado, já condenado por associação para o tráfico de drogas. Ele acumula seis condenações com trânsito em julgado por crimes como homicídio qualificado e posse de arma de fogo de uso restrito, tendo iniciado sua trajetória criminosa em 2004. O total de pena é de aproximadamente 20 anos de reclusão. O MPRS segue apurando outros casos de lavagem de capitais relacionados à mesma investigação.
OPERAÇÕES CAIXA?FORTE I e II
A Operação Caixa?Forte teve a primeira fase deflagrada em dezembro de 2023, em Pelotas, com foco no combate ao tráfico de drogas e ao ingresso de celulares e outros ilícitos no Presídio Regional do município. A partir da análise de documentos e materiais apreendidos nessa etapa, foi deflagrada a Operação Caixa?Forte II, em novembro de 2024, ampliando as investigações para a estrutura da organização criminosa, especialmente o núcleo financeiro responsável pela lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.