Seja Bem vindo!
WEINERT - 05/01/2024
FITZ TINTAS - 29/12/2025
NORTHON MOTTA-02/07/20
28/02/2024
Giana - 08/06/24
trilegal-21/09/22
Geral

Entre desculpas e omissões: quando falta gestão, sobra decadência

Entre desculpas e omissões: quando falta gestão, sobra decadência
21/04/2026 às 09:04

Crise se enfrenta com trabalho, planejamento e presença ativa — não com discursos repetidos, lamentações intermináveis ou justificativas que já não convencem ninguém. É compreensível que uma gestão encontre dificuldades herdadas, contas para pagar e desafios acumulados ao longo de anos. O que não é compreensível é transformar essa herança em desculpa permanente para a falta de resultados.

Passado um ano e meio, insistir no discurso de “caixa zerado” soa menos como transparência e mais como incapacidade de virar a página. Municípios não se reerguem com justificativas; reerguem-se com atitude, articulação política, busca incansável por recursos e, sobretudo, presença real onde os problemas estão acontecendo. Administrar uma cidade exige sair do gabinete, enxergar a realidade nas ruas, ouvir quem produz, quem empreende e quem sofre diretamente com a falta de perspectivas.

A história mostra que momentos de crise costumam revelar lideranças capazes de mobilizar esforços e encontrar caminhos alternativos. Buscar convênios, atrair investimentos, abrir portas em outras esferas de governo, incentivar o comércio local e criar um ambiente favorável para quem quer trabalhar são medidas básicas — e urgentes. Quando nada disso acontece, a sensação que cresce na população é a de abandono.

Os sinais de decadência não surgem do dia para a noite, mas tornam-se visíveis rapidamente: empresas fecham as portas, empregos desaparecem, placas de “vende-se” se multiplicam nas fachadas das casas e o sentimento coletivo passa a ser de desalento. Quando moradores começam a ir embora, não é apenas a economia que enfraquece — é a confiança no futuro que se esvai.

Há tempos ecoava o slogan “é pra frente que se anda”. A frase permanece atual, mas exige ação concreta para deixar de ser apenas lembrança. Seguir em frente significa planejar, agir, corrigir rumos e, principalmente, assumir responsabilidades. Uma gestão sem visão de desenvolvimento condena o município à estagnação, e a estagnação, inevitavelmente, conduz ao declínio.

Cidades não precisam de desculpas; precisam de liderança. Precisam de gestores que trabalhem mais do que falem, que busquem soluções em vez de justificativas e que entendam que o tempo político é diferente do tempo da população. Quem vive a realidade todos os dias não pode esperar indefinidamente por promessas que nunca saem do papel.

Se a crise é real — e tudo indica que é —, a resposta também precisa ser real: muito trabalho, boa gestão e compromisso com resultados. Sem isso, qualquer discurso perde valor, e o futuro, pouco a pouco, deixa de parecer possível.

Jairo Ferreira

RADIOCIDADESA

NORTHON MOTTA-02/07/20
FITZ TINTAS - 29/12/2025
A RADIOCIDADE
28/02/2024
WEINERT - 05/01/2024
TRILEGAL - 20/04/2026