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Polícia

Rio Grande do Sul registra 13 mortes no trânsito desde o começo do feriadão de Tiradentes

Rio Grande do Sul registra 13 mortes no trânsito desde o começo do feriadão de Tiradentes
22/04/2026 às 07:04

O Rio Grande do Sul contabilizou 13 mortes em acidentes de trânsito no feriadão de Tiradentes. Os casos foram registrados em rodovias estaduais e federais entre a tarde de sexta-feira (17) e a noite de segunda-feira (20) do norte ao Sul do RS, passando pela Serra, Noroeste, Vale do Taquari e Região Metropolitana.

O primeiro caso aconteceu ainda na tarde de sexta-feira, em Tapejara, no norte do Estado. Evandro Pegoraro, 44 anos, morreu após uma colisão lateral entre um caminhão Volkswagen e uma caminhonete Fiat Strada, no quilômetro (km) 6 da RS-467. Socorrido e encaminhado ao Hospital Santo Antônio, ele não resistiu aos ferimentos.

Na noite do mesmo dia, em Canguçu, no sul do Estado, um caminhoneiro de 62 anos morreu atropelado enquanto trocava um pneu furado no km 123 da BR-392. O carro que o atingiu tinha placas do próprio município.

Também na noite de sexta, em São Gabriel, na Fronteira Oeste, Marcelino Santos Messias, 69 anos, morreu em um acidente de moto na BR-290, próximo ao acesso à Vila Dener. A motocicleta era emplacada no município. As circunstâncias do acidente não foram divulgadas.

Já na madrugada de sábado (18), um motociclista morreu na RS-122, em Bom Princípio, no Vale do Caí. Wesley Eduardo Borgmann Nunes, 23 anos, morreu no local por volta das 3h. A passageira ficou ferida.

No fim da tarde de sábado, uma motocicleta Kawasaki Ninja colidiu com um Toyota Corolla na BR-470, no acesso ao Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. A passageira da moto, identificada como Eduarda Mesacasa, 26 anos, foi socorrida, mas morreu durante a madrugada.

Quatro mortes entre na madrugada de sábado para domingo

noite de sábado e a madrugada de domingo (19) concentraram quatro mortes em rodovias do Estado. Em Estrela, no Vale do Taquari, um motorista não identificado perdeu o controle de um Renault Clio em uma curva do km 40 da RS-129, colidiu com um poste e invadiu o pátio de uma residência. Ele morreu no local.

Em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana, um motociclista, cuja identidade também não foi divulgada, morreu após colidir contra um carro na BR-116, por volta das 2h45min.

Em Pejuçara, no Noroeste, uma mulher de 44 anos, também não identificada, colidiu com uma árvore no km 180 da BR-158 e morreu no local.

Em Santiago, na região central do Estado, Jorge Édson Dorneles Vieira, de 58 anos, morreu após o carro que conduzia, um Corsa, sair da pista e capotar no km 108 da BR-287.

Outras mortes

No domingo, um homem de 31 anos morreu em Santa Vitória do Palmar após invadir a pista contrária e colidir frontalmente com um caminhão no km 651 da BR-471.

À noite, em Ijuí, Cláudir José de Castro, 63 anos, não resistiu aos ferimentos após um acidente entre o Volkswagen Gol que conduzia e um caminhão-guincho, no km 15 da RS-155.

O feriadão teve ainda mais duas mortes na noite de segunda-feira (20), em Barracão, no norte do Estado. Um VW Golf, com placas de Cristalina (GO), e uma Fiat Strada, emplacada em Barracão, colidiram no km 18 da BR-470. O motorista do Golf morreu no local. A passageira do Fiat Strada também não resistiu aos ferimentos.

Celular ao volante é o principal vilão no trânsito, diz DetranRS

A diretora institucional do DetranRS, Diza Gonzaga, concedeu entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, na manhã de segunda-feira, e apontou o comportamento do motorista como o principal problema nas estradas gaúchas.

— O comportamento é o grande vilão no trânsito. E esse comportamento tem nome: o uso do celular, que hoje está para o trânsito como vilão, assim como o álcool estava alguns anos atrás — afirmou.

A diretora observou que o perfil de quem dirige alcoolizado mudou nos últimos anos. Se antes os jovens eram os principais alvos das abordagens do Balada Segura, hoje a realidade é outra.

— Os jovens estão dirigindo menos e preferindo usar aplicativos. Quem está cometendo as infrações e bebendo e dirigindo, infelizmente, são as pessoas mais velhas — comenta.

Sobre o programa Balada Segura, Diza rebateu a percepção de que as ações teriam diminuído. Segundo ela, o DetranRS realiza duas operações por noite em Porto Alegre e o programa se expandiu para o interior do Estado.

— Estamos fomentando a Balada Segura. No verão, tivemos ações no Litoral Sul, uma novidade, no Litoral Norte e em Porto Alegre. Há um número cada vez maior de municípios se cadastrando para participar do programa — ressalta.

O que a diretora reconhece é o impacto de mudanças recentes nas regras de habilitação no país. Ela critica a redução no número de aulas práticas exigidas para tirar a carteira de motorista. Hoje seriam apenas duas-horas aula. 

Diza também afirma que essa flexibilização transmitiu uma mensagem equivocada à população sobre punições no trânsito.

— Infelizmente, há um desserviço. Hoje são duas aulas práticas para se obter uma habilitação. É impossível alguém sair dirigindo com apenas duas aulas — pondera Gonzaga, ao se referir às mudanças anunciadas pelo Ministério dos Transportes.

Os números do Estado reforçam a gravidade do cenário. Em 2025, o Rio Grande do Sul registrou 1.540 mortes no trânsito. Nos três primeiros meses deste ano, houve redução em relação ao mesmo período de 2024, de 383 para 324 vítimas, mas a diretora rejeita qualquer interpretação triunfalista.

— Eu não tenho nada a festejar, porque foram menos 50, mas ainda são 300 pessoas que perderam a vida. Não me satisfaço com isso — diz.

Diza cita a Suécia como referência. O país escandinavo registra alguns dos menores índices de mortes no trânsito do mundo. Segundo ela, a diferença está na cultura.

— Lá eles têm a consciência de segurança, de cuidado com a vida. E, por isso, nós estamos entre os três países que mais matam no trânsito no mundo — afirma.

Entre as ações do DetranRS estão a instalação de carros destruídos em pontos com alto índice de acidentes, como forma de alerta aos motoristas, além de uma escola pública de trânsito que atende desde crianças até adultos e empresas.

Em breve, a iniciativa deve incluir também motocicletas. Embora representem uma frota menor, elas estão presentes em um terço das mortes no trânsito no Estado.

Quem são as vítimas dos acidentes no RS durante o feriadão

Confira os acidentes fatais registrados entre sexta-feira e segunda-feira:

  • Tapejara (ERS-467, km 6): Evandro Pegoraro, 44 anos. Colisão lateral entre caminhão e caminhonete. Morreu no Hospital Santo Antônio;
  • Bom Princípio (RS-122): Wesley Eduardo Borgmann Nunes, 23 anos. Motociclista morreu no local. Passageira ficou ferida;
  • Estrela (RS-129, km 40): Condutor não identificado. Carro bateu em poste após sair de curva;
  • Sapucaia do Sul (BR-116): Motociclista não identificado. Colisão entre carro e moto;
  • Pejuçara (BR-158, km 180): Mulher de 44 anos, não identificada. Carro colidiu com árvore;
  • Santiago (BR-287, km 108): Jorge Édson Dorneles Vieira, 58 anos. Veículo saiu da pista e capotou;
  • Santa Vitória do Palmar (BR-471, km 651): Homem de 31 anos, não identificado. Colisão frontal com caminhão após invasão de pista contrária;
  • Ijuí (RS-155, km 15): Cláudir José de Castro, 63 anos. Colisão entre carro e caminhão guincho;
  • Barracão (BR-470, km 18): Duas vítimas não identificadas. Colisão entre VW Golf e Fiat Strada;
  • Bento Gonçalves (BR-470): Eduarda Mesacasa, 26 anos. Passageira de motocicleta morreu após colisão com Toyota Corolla no acesso ao Vale dos Vinhedos;
  • Canguçu (BR-392, km 123): Caminhoneiro de 62 anos, não identificado. Atropelado enquanto trocava pneu furado;
  • São Gabriel (BR-290): Marcelino Santos Messias, 69 anos. Acidente de motocicleta, detalhes não divulgados.

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