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Política

Justiça Eleitoral busca mesários voluntários para as eleições de 2026

Justiça Eleitoral busca mesários voluntários para as eleições de 2026
22/04/2026 às 08:04

Neste ano, os brasileiros vão às urnas para escolher deputados estadual e federal, senadores, governador e o presidente da República. O processo eleitoral, contudo, não se esgota na massa de múltiplos eleitores e candidatos que compõem a cena política. Apenas no Rio Grande do Sul, serão cerca 111 mil mesários envolvidos nas eleições, que, em 2026, têm o primeiro turno marcado para 4 de outubro.

“O mesário é essencial para a eleição”, afirma o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), o desembargador Mario Crespo Brum. “Sendo voluntário facilita para o tribunal e para os interessados. Muita gente pratica esse ato de cidadania e faz questão de participar da eleição”, explica.

Foi pensando em engajar públicos mais jovens na tarefa e valorizar quem já exerce a função, que, desde o final de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convoca novos voluntários para as eleições. Por enquanto, há 43% do número necessário de mesários para eleições de 2026 cadastrados no sistema. Restam ainda 47,3 mil vagas em aberto para atingir a meta deste ano, que é 3,29% maior do que em 2024.

No dia da votação, os mesários são responsáveis por todos os trâmites que rondam a efetivação do voto, desde a localização do nome do eleitor no caderno e coleta das assinaturas até a entrega do comprovante de votação. Tudo isso com atenção ao bom funcionamento da seção eleitoral, garantindo a organização das filas.

"É um serviço muito importante”, diz voluntária

“Eu gosto de ser mesária, é um serviço muito importante”, afirma Juliana Godoy, de 31 anos, que é professora da rede pública e atua como voluntária desde 2018. Incentivada pelo marido, a servidora foi mesária pela primeira vez no município de Gravataí e pegou gosto pela função. Hoje, mantém o hábito em Cachoeirinha, onde reside desde 2025.

A professora, que foi voluntária nas últimas eleições suplementares de seu município, diz que a maioria dos amigos se surpreende quando ela afirma gostar de ser mesária. Mas, confessa que não tem planos de deixar o trabalho.

“São várias pessoas que passam pela seção. Algumas chegam mais gentis, conversam. Em Gravataí, eu fiquei anos consecutivos na mesma seção, então as pessoas chegavam e falavam ‘ai, tu aí de novo’. Eu acho isso bem legal, acaba criando essa aproximação”, explica.

Para ela, um dos grandes atrativos desse serviço são os benefícios, que valem tanto para quem se candidata voluntariamente quanto para quem é convocado. “Isso acaba motivando, incentivando. Tu presta um serviço, mas também ganha algo em troca”, destaca.

A lista de compensações para os mesários inclui uma série de benefícios previstos em lei e regulamentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre eles, destacam-se as folgas. São dois dias de folga – sem prejuízo de remuneração – para cada dia trabalhado nas eleições e para cada dia de treinamento. As datas devem ser combinadas entre os funcionários e os empregadores, e são válidas enquanto o trabalhador mantiver vínculo com a empresa.

Além disso, está previsto auxílio-alimentação de R$ 65,00 por turno trabalhado e horas acadêmicas com possibilidade de validação como atividade extracurricular em universidades conveniadas. Os mesários também podem ter vantagens em concursos públicos, desde que esteja previsto no edital. Em alguns casos, o serviço conta como critério de desempate e, em outros, pode até servir para isenção da taxa de inscrição.

A mesária Juliana aponta, contudo, um outro benefício que vai além do que está previsto no papel: a possibilidade de exercer a cidadania e, principalmente, de aprender com isso. “É uma forma também de estarmos por dentro das questões políticas. Muitas vezes a gente acaba não tendo ciência das coisas que acontecem no nosso município, no nosso Estado e no nosso País”, afirma a professora.

Saiba como se voluntariar

“Toda eleição funciona através de mesários, seja voluntário ou não. Para os mais jovens, é uma forma de ingressar na democracia do país e exercer seu direito de cidadão também”, explica o chefe de cartório substituto da 143ª Zona Eleitoral de Cachoeirinha, Luis Makino.

Para quem quer ser mesário voluntário, o processo é simples. O eleitor pode fazer a sua inscrição pelo aplicativo e-Título ou nos sites dos tribunais regionais eleitorais. Outra possibilidade é entrar em contato diretamente com o cartório eleitoral da sua cidade.

“Prazo para ser mesário a gente não tem, porque a gente faz substituições até no dia da eleição”, afirma Makino. As convocações deverão ser emitidas em meados de julho, quando está prevista a divulgação da lista dos mesários que irão trabalhar. Após a data, contudo, a Justiça Eleitoral continua buscando voluntários para articular possíveis substituições.

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