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Rio Grande do Sul entra em alerta de alto risco para Síndrome Respiratória Grave, aponta Fiocruz

Rio Grande do Sul entra em alerta de alto risco para Síndrome Respiratória Grave, aponta Fiocruz
28/05/2026 às 20:05

O Rio Grande do Sul passou a integrar a categoria de alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme aponta o mais recente boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O avanço dos casos ocorre em meio à baixa cobertura vacinal registrada no Estado e acende um sinal de alerta para autoridades de saúde e população.

De acordo com a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, os indicadores já ultrapassaram o limite considerado “muito alto”, levando à reclassificação do cenário gaúcho. Em 21 de maio, o Estado ainda estava na faixa de risco.

Somente entre os dias 17 e 23 de maio, correspondente à semana epidemiológica 20, foram contabilizados 514 novos casos de SRAG em território gaúcho. O crescimento contínuo preocupa especialistas, principalmente pela ausência de sinais de estabilização.

O vírus Influenza A permanece como o principal responsável pelos casos graves e internações no Rio Grande do Sul. Conforme o levantamento, todas as faixas etárias vêm sendo impactadas, incluindo crianças acima de 2 anos, adultos e idosos. Além disso, também há circulação significativa do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que costuma afetar principalmente crianças pequenas e idosos.

Segundo Tatiana Portella, o aumento de doenças respiratórias nesta época do ano é esperado, porém os índices atuais superam os registrados em anos anteriores.

— É natural observar aumento de SRAG nessa época do ano. A questão é o quão alto esses casos vão atingir. Ainda não há sinal de estabilidade ou redução no Rio Grande do Sul. O Estado já superou os índices de 2023 e 2024 — alertou a pesquisadora.

Dados do painel de monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde (SES) mostram que o Rio Grande do Sul já contabiliza 4.847 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026. Em relação às mortes, foram confirmados 322 óbitos, dos quais 80 estão relacionados à Influenza.

As autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários, além da adoção de medidas preventivas como higiene frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas gripais e busca por atendimento médico diante de sinais de agravamento.

 

g1rs

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