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Operação Aliança Velada combate organização criminosa e bloqueia R$ 27,8 milhões no RS

Operação Aliança Velada combate organização criminosa e bloqueia R$ 27,8 milhões no RS
11/06/2026 às 10:06

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do 9º Núcleo Regional – Campanha – do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com a Brigada Militar (BM) e Polícia Penal, deflagrou nesta quinta-feira, 11 de junho, a Operação Aliança Velada. A ação integra a quarta edição da Operação Convergência Nacional RS e teve como objetivo desarticular organização criminosa que, por meio de alianças, explorava o tráfico de drogas de forma estruturada, da distribuição à lavagem de dinheiro, inclusive com uso de uma ONG.

Dos 30 mandados de prisão, 10 miram líderes que atuavam de dentro de penitenciárias, coordenando crimes. Também foram cumpridas 40 ordens de busca e apreensão e houve bloqueio judicial de R$ 27,8 milhões, com a participação de 335 agentes. As ações se concentraram em Uruguaiana e Itaqui, com registros também em São Borja, Charqueadas, Novo Hamburgo, Triunfo, Viamão e Porto Alegre. O esquema contava com dois policiais penais, alvos de prisão e afastamento, que mediante pagamento facilitavam a entrada de ilícitos no sistema prisional.

Os crimes investigados são corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com movimentação superior a R$ 50 milhões (em grande parte já bloqueados), além de reflexos em tráfico de drogas, roubos e homicídios. A Operação Aliança Velada integra ação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), voltada ao enfrentamento de facções em todo o país.

ESTRUTURA, CRIMES E ATUAÇÃO

A organização possui 43 investigados, divididos em núcleos gerencial, operacional, financeiro e de corrupção estatal. O grupo movimentou R$ 55,7 milhões em 16 meses. A base do esquema era a infiltração em unidades prisionais de Uruguaiana, Itaqui e na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).

Essas unidades concentravam a ação criminosa: entrada de celulares e drogas, atuação de servidores corrompidos e emissão de ordens para crimes externos. A estrutura financeira sustentava tráfico, corrupção e lavagem. A ocultação de valores ocorria via contas de “laranjas”, compra de ao menos 30 veículos e três imóveis, empresas de fachada e financiamento de uma ONG na Fronteira Oeste.

AÇÃO DO GAECO

A investigação iniciou após análise de celular apreendido na Operação Vis Legis, de julho do ano passado. A ação inclui prisão de líderes e operadores, afastamento e prisão de servidores, cumprimento de mandados em presídios, remoção de dois apenados estratégicos e bloqueio financeiro do grupo. Apurações realizadas pela Corregedoria-Geral da Polícia Penal também colaboraram com os trabalhos.

“A investigação revelou um esquema estruturado, com hierarquia definida e dependência da corrupção no sistema prisional, exigindo resposta firme para interromper essa atuação criminosa”, destacou o coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas.

PASSO A PASSO DO ESQUEMA

– A investigação iniciou a partir da análise de um celular apreendido no sistema prisional.

– Foram identificadas comunicações entre líderes dentro e fora do cárcere.

– Policiais penais facilitavam a entrada de celulares e drogas.

– Em troca, recebiam pagamentos de integrantes da organização.

– Os servidores também atuavam como operadores financeiros e elo com o crime externo.

– Os valores eram ocultados por contas de terceiros, empresas de fachada e uma ONG.

– O dinheiro retornava ao grupo, sustentando o tráfico e outras atividades ilegais.

OPERAÇÃO ALIANÇA VELADA

– 30 prisões preventivas

– 40 mandados de busca e apreensão

– 43 alvos investigados

– R$ 55,7 milhões movimentados de forma ilícita em 16 meses

– Bloqueio de R$ 27,8 milhões

– Sequestro judicial de 30 veículos e 3 imóveis

– Prisão de 2 policiais penais investigados

– Ações nas cidades de Uruguaiana, São Borja, Itaqui, Charqueadas, Novo Hamburgo, Triunfo, Viamão e Porto Alegre

– Ações também em casas prisionais de Uruguaiana, Itaqui e na PASC

– Transferência de dois apenados para a PASC

- Efetivo: 335 agentes

Fonte: MPRS

Ação do MPRS, GAECO, Brigada Militar e Polícia Penal cumpriu 30 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão contra grupo suspeito de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro com atuação dentro e fora de presídios gaúchos.

MPRS

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