
Durante sessão da Câmara, Márcio Antunes criticou prefeito, vice e secretários, afirmando que a administração ainda não apresentou obras relevantes e depende de recursos obtidos por meio de emendas parlamentares.
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O clima político voltou a esquentar na Câmara de Vereadores de Santo Ângelo durante a sessão realizada nesta segunda-feira (22). Ao ocupar a tribuna, o vereador Márcio Antunes (MDB), integrante de partido aliado à atual administração municipal, fez duras críticas ao governo e justificou seu voto contrário ao projeto que prevê a reposição salarial do prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores.
Em seu pronunciamento, o parlamentar afirmou que não considera adequado conceder reajustes aos agentes políticos diante do cenário que, segundo ele, é enfrentado pelo município. Márcio direcionou críticas ao prefeito, ao vice-prefeito e ao secretariado, argumentando que a administração ainda não apresentou resultados que justifiquem aumentos salariais.
O vereador declarou que a cidade estaria caminhando para uma situação de dificuldade financeira, chegando a afirmar que "Santo Ângelo está falindo". Para ele, antes de discutir reajustes, a prioridade deveria ser a prestação de serviços à comunidade e a execução de ações concretas em benefício da população.
Durante a manifestação, Márcio também criticou a postura adotada pelo chefe do Executivo em relação aos governos estadual e federal. Segundo o parlamentar, os constantes ataques e críticas direcionados a outras esferas de governo acabam prejudicando os interesses do município e dificultando a construção de parcerias institucionais.
Outro ponto destacado pelo vereador foi a origem de recursos destinados à cidade. Conforme afirmou, cerca de R$ 10 milhões teriam sido viabilizados por meio da atuação dos vereadores junto a parlamentares, através de emendas, enquanto, em sua avaliação, a atual administração ainda não teria apresentado obras significativas realizadas com recursos próprios.
As declarações repercutiram no plenário por partirem de um representante de partido que integra a base de sustentação do governo municipal, evidenciando divergências internas e ampliando o debate sobre a condução administrativa e financeira do município.
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