
A partir de quinta-feira (16/7), o Rio Grande do Sul deve enfrentar uma sequência prolongada de condições adversas no tempo, com vários dias seguidos marcados por risco de temporais, chuva intensa, ventos fortes, granizo e descargas elétricas.
Os primeiros sinais de instabilidade devem acontecer já na madrugada de quinta, principalmente no oeste, na Campanha e no centro do Estado. Nessas áreas, há previsão de pancadas de chuva com possibilidade de temporais, acompanhados por ventos que podem ser superiores a 90 km/h, alta incidência de raios e granizo. Essas condições podem acarretar quedas de árvores e danos na rede elétrica. Já grande parte da metade norte do RS segue com tempo seco e temperaturas elevadas.
Na sexta-feira (17/7), os ventos do quadrante norte se intensificam, aumentando a sensação de calor na metade norte do Estado, onde as rajadas de vento podem ser superiores a 70 km/h. Com isso, aumenta o risco de tempestades severas, especialmente nos municípios do centro, da Campanha, do sul, do oeste, da Costa Doce e da Região Metropolitana de Porto Alegre. A previsão é de chuva forte, e que pode se concentrar em curtos períodos – o que eleva o risco de alagamentos, especialmente em áreas urbanas. Além da chuva, há risco de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento que podem ultrapassar os 90 km/h.
No sábado (18/7), a propagação de uma frente fria mantém o tempo instável. A atenção se volta para Missões, centro, Vales, Planalto e norte: a previsão é de raios, granizo e chuva intensa, com possibilidade de alagamentos e transbordamento de pequenos rios e córregos.
No domingo (19/7) a frente fria ganha força sobre a metade norte do Estado. Com isso, são esperadas chuvas intensas, com possibilidade de granizo isolado e ventos com rajadas superiores a 90 km/h. A instabilidade deve persistir no início da semana seguinte.
Na segunda-feira (20/7), a chuva ainda pode acontecer com forte intensidade nas Missões, no Planalto, no norte e na Serra. Esse cenário aumenta o risco de alagamentos e elevação rápida de cursos d’água. As condições atmosféricas continuam favoráveis a ventos fortes. Nos dias seguintes (21 a 24/7), a tendência é de continuidade da chuva no Estado, embora a distribuição e os volumes possam variar conforme novas atualizações meteorológicas.
O período prolongado de tempo severo está associado a um bloqueio atmosférico que se intensifica sobre o sudeste do Brasil, dificulta o deslocamento dos sistemas meteorológicos (frente fria) e favorece a concentração de calor e umidade sobre o Rio Grande do Sul.
Outro fator importante é a atuação do jato de baixos níveis, que transporta ar quente e úmido para a região, fornecendo energia para a formação de nuvens carregadas e intensificando os temporais. A combinação de calor, alta umidade, ventos em diferentes níveis da atmosfera e a permanência da frente fria sustentam, assim, o risco de condições severas por vários dias.
Texto: Ascom Defesa Civil
Edição: Secom