
O curso de Psicologia da URI Santo Ângelo está vivenciando a XXIV Semana Acadêmica de Psicologia, com o tema "Entre mentes e mundos: a Universidade conectada com a sociedade como um espaço de diálogo". A programação reúne palestras, oficinas e debates que conectam estudantes, docentes, profissionais, entidades representativas e a comunidade.
Participaram da solenidade de abertura o Diretor Acadêmico, professor Carlos Lemos, e a professora coordenadora do curso de Psicologia, Giana Vendruscolo. Ela afirmou que esta semana acadêmica nasce da compreensão de que a Psicologia se constrói no encontro entre universidade e sociedade, entre teoria e prática, entre diferentes profissões, instituições e experiências humanas.
A Semana Acadêmica de Psicologia 2026 propõe um espaço de diálogo e conexão entre estudantes, docentes, profissionais, entidades representativas e a comunidade, fortalecendo pontes entre saberes, realidades e perspectivas que, ao se encontrarem, ampliam nossa compreensão sobre o sujeito e o mundo em que vivemos.
Na segunda-feira, aconteceu a palestra com a psicóloga e pedagoga Aline Riffel, que falou sobre a NR-01 na prática: Interfaces entre a Psicologia e o Direito. A palestrante destacou que a Norma Regulamentadora passou a incluir a saúde mental, exigindo explicitamente a gestão dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Na terça-feira à noite, houve a palestra com a psicanalista e especialista em psicologia clínica e psicanálise nas instituições, Maria Cristina Brendler, que abordou o tema "Quando brincar perde a cor: olhares da psicologia e da escola sobre a tristeza na infância".
Em sua fala, ela buscou fazer um deslocamento de olhar em relação ao discurso puramente psiquiátrico sobre a infância: "Quando a gente pensa na tristeza, na depressão na infância, eu gostaria de interrogar o que isso diz do nosso laço social e do nosso vínculo, e não apenas pensar no sintoma no sentido de uma patologia orgânica".
Maria Cristina provocou os acadêmicos de Psicologia a refletirem sobre a possibilidade de os adultos retomarem sua parcela na brincadeira, citando inclusive Sigmund Freud, ao entender que o brincar não se opõe à seriedade, mas sim à realidade.
Afirmou que, enquanto a criança brinca, ela aprende a fazer movimentos psíquicos que a ajudam a transformar a realidade — e o quanto empobrece a vida e a experiência humana quando não conseguimos acessar a criatividade e a invenção por meio do brincar.
A palestrante destacou, ainda, que o adulto deve se responsabilizar pela transmissão de uma possibilidade de movimentação psíquica, investindo no laço com a criança para além de apenas tentar identificar um transtorno nela.
Na noite desta quarta-feira, a programação da XXIV Semana Acadêmica de Psicologia prevê oficinas com enfoque em Psicanálise dos contos, ministradas pelo professor José Vicente Alcântara.