
Faleceu na manhã desta quinta-feira (27), aos 78 anos, o irmão jesuíta Celso João Schneider, uma das personalidades mais reconhecidas pela atuação religiosa, comunitária e pela preservação da história e da cultura missioneira.
Com aproximadamente 60 anos dedicados à Companhia de Jesus, Irmão Celso construiu uma trajetória marcada pela fé, pelo trabalho junto às comunidades e pelo compromisso com a valorização da identidade das Missões. Ao longo de décadas, tornou-se uma referência quando o assunto era a história, a espiritualidade e o patrimônio cultural missioneiro.
Seu trabalho ganhou ainda maior reconhecimento por sua atuação no Santuário do Caaró, em Caibaté, um dos locais mais importantes para a história religiosa e cultural da Região das Missões. A presença de Irmão Celso naquele espaço contribuiu para manter viva a memória dos acontecimentos históricos relacionados às reduções jesuíticas e aos Mártires das Missões.
A importância de sua trajetória também foi reconhecida pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que escolheu Irmão Celso como um dos três embaixadores oficiais das comemorações dos 400 anos das Missões.
Ele dividiu essa missão com o Pajé Floriano Romeu e a artista e representante da cultura missioneira Marianita Ortaça. A escolha representou o reconhecimento da contribuição de Irmão Celso para a preservação das tradições, da memória e dos valores que formam a identidade da região.
Ao longo de sua vida, o religioso participou de iniciativas voltadas à valorização do patrimônio histórico e cultural das Missões, mantendo uma relação próxima com comunidades, pesquisadores e pessoas ligadas à preservação da memória missioneira.
Sua atuação ultrapassou os limites da vida religiosa. Irmão Celso era reconhecido pelo conhecimento da história regional e pela dedicação em transmitir às novas gerações a importância de preservar as raízes missioneiras.
A morte de Irmão Celso representa uma perda significativa para a comunidade religiosa e para toda a Região das Missões. Seu legado permanece associado à defesa da cultura, da história e da espiritualidade que fazem parte da identidade dos municípios missioneiros.
Aqueles que conviveram com o jesuíta destacam sua dedicação, simplicidade e compromisso com a comunidade. Durante décadas, sua presença esteve ligada a momentos importantes da vida religiosa e cultural da região.
O legado deixado por Irmão Celso João Schneider permanece como referência para as futuras gerações e para todos aqueles que defendem a preservação da memória missioneira.
O velório e as últimas homenagens estão sendo realizados em Porto Alegre.
A missa de despedida será celebrada nesta quinta-feira (27), às 19h, na Igreja da Ressurreição, junto ao Colégio Anchieta, na capital gaúcha.
A comunidade missioneira se despede de uma das vozes que, durante décadas, ajudaram a manter viva a história, a fé e a cultura das Missões.
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