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Política

Comissão no Congresso aprova medida que zera “taxa das blusinhas” para compras de até 50 dólares

Comissão no Congresso aprova medida que zera “taxa das blusinhas” para compras de até 50 dólares
02/09/2026 às 16:09

A Comissão Mista da Medida Provisória (MP) 1.357/2026 aprovou o relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) sobre a medida que zera a chamada “taxa das blusinhas” para remessas de até US$ 50 e reduz para 30% o imposto de importação para compras de até US$ 3 mil. O texto seguirá para análise do plenário da Câmara dos Deputados, onde deve tramitar em regime acelerado. A MP perde a validade em 8 de setembro.

A relatora considerou que a medida não apresenta problemas de técnica legislativa e, quanto ao mérito, deve ser aprovada. Leila ponderou, entretanto, que a discussão ocorre em um ambiente de “controvérsia pública”, mas defendeu que a proposta é uma ferramenta de “justiça tributária em favor das famílias de menor renda”.

“Há uma clara assimetria entre o tratamento das compras internacionais feitas pelos mais ricos e aquelas realizadas pelas famílias mais carentes. Enquanto o viajante que se desloca ao exterior já goza de isenção de tributos federais sobre a bagagem no valor de até US$ 1.000, a família de baixa renda, que não viaja, não dispõe desse mesmo canal desonerado”, escreveu a senadora no relatório.

Leila Barros também acatou emendas apresentadas ao texto. Uma delas estabelece alíquota zero do imposto de importação e afasta os limites do regime de tributação simplificada para “medicamentos sem similar nacional importados por pessoa física, para uso próprio ou individual no tratamento de doenças raras ou negligenciadas”.

A relatora acrescentou ainda a possibilidade de utilização da taxa de câmbio vigente na data da compra para a nacionalização de mercadorias adquiridas em plataformas de comércio eletrônico habilitadas no programa de conformidade da Receita Federal.

O texto também permite que o Poder Executivo estabeleça limites quantitativos e de frequência para a utilização do benefício, além de mecanismos destinados a prevenir fraudes e usos indevidos.

Críticas

O relatório foi duramente criticado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que classificou a proposta como “eleitoreira”. Segundo o parlamentar, a medida prejudica empresários brasileiros ao ampliar a vantagem competitiva das compras internacionais.

Izalci também afirmou que a avaliação dos impactos econômicos da mudança deveria ter sido realizada antes da aprovação da medida provisória. Para o senador, a alteração na tributação precisa considerar os efeitos sobre as empresas nacionais e sobre a arrecadação.

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