
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (5). Durante declaração a jornalistas e apoiadores, após visitar o ex-assessor presidencial Filipe Martins, em Ponta Grossa (PR), Flávio classificou Moraes como uma “laranja podre” dentro da Corte.
Segundo o candidato, as críticas são direcionadas especificamente ao ministro e não deveriam ser estendidas aos demais integrantes do Supremo. Flávio afirmou que pretende preservar a credibilidade das instituições e declarou que Moraes, em sua avaliação, não teria condições de permanecer no cargo.
O senador também afirmou que, caso seja eleito presidente da República, pretende trabalhar para “resgatar a credibilidade das instituições”.
A visita a Filipe Martins durou aproximadamente duas horas. Flávio esteve acompanhado de aliados políticos e foi recebido por apoiadores na saída da Cadeia Pública Hildebrando de Souza. Apesar da presença de apoiadores, sua assessoria informou que a agenda teve caráter pessoal e não eleitoral.
A entrada do senador na unidade prisional foi autorizada por Alexandre de Moraes, que é responsável pela execução da pena de Filipe Martins.
Martins foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão em processo relacionado à tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. De acordo com a acusação, ele teria participado da elaboração da chamada “minuta do golpe”, documento que previa, entre outras medidas, a prisão de Alexandre de Moraes e a convocação de novas eleições.
Durante a manifestação, Flávio Bolsonaro voltou a acusar Moraes de utilizar investigações relacionadas à disseminação de notícias falsas para perseguir adversários políticos. O candidato também contestou elementos do processo que resultou na condenação de Martins e afirmou que a chamada “minuta do golpe” não teria validade jurídica.
As declarações feitas neste sábado refletem a posição de Flávio Bolsonaro em relação à atuação de Alexandre de Moraes e aos processos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal.
Com informações do Metropóles