
O Rio Grande do Sul tem 74 municípios onde o número de eleitores registrados é maior do que a população. Eles representam 14,9% das 497 cidades gaúchas. O levantamento, feito a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a situação está concentrada principalmente em cidades de menor porte. Em 73 dos 74 casos, os municípios têm menos de 4 mil habitantes.
No total, esses municípios somam 173.572 habitantes e 187.925 pessoas aptas a votar, resultando em um excedente de 14.353 eleitores. Em 2022, 69 municípios gaúchos tinham mais eleitores do que habitantes.
A distância entre eleitorado e população varia conforme a cidade. Itati, no Litoral Norte, registra a maior discrepância em números absolutos, com 762 eleitores a mais do que habitantes. O município também liderava a lista em 2022.
Na outra ponta, há cidades em que a diferença é de poucas dezenas: 25 municípios têm menos de cem eleitores excedentes.
Para o cruzamento, foram considerados os dados mais recentes disponíveis de cada base. O eleitorado corresponde aos registros do TSE em agosto de 2026, enquanto a população é a estimativa do IBGE com data de 1º de julho de 2025.
Na Região Celeiro, são três municípios nessa situação:
Bom Progresso
Eleitores: 2.596
Habitantes: 2.132
Eleitores a mais: 464
Esperança do Sul
Eleitores: 3.319
Habitantes: 3.293
Eleitores a mais: 26
Inhacorá
Eleitores: 2.078
Habitantes: 2.047
Eleitores a mais: 31
Norte e Noroeste concentram mais da metade dos casos
As regiões Norte e Noroeste reúnem 38 dos 74 municípios, ou 51,4% dos casos. A Serra aparece na sequência, com 12 municípios, seguida pelo Vale do Taquari, com oito. No conjunto dos municípios, apenas Ipê ultrapassa os 4 mil habitantes, com população estimada em 5.490 pessoas.
A manutenção do título eleitoral em um município diferente daquele onde a pessoa vive pode ajudar a explicar parte dessa diferença. Para a Justiça Eleitoral, o domicílio eleitoral não depende apenas do local de residência. Também podem ser considerados vínculos familiares, afetivos, profissionais, patrimoniais, comunitários ou políticos.
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