
A Brigada Militar apreendeu 77 galos da raça Mura utilizados para rinha nesta segunda-feira (14), em Alpestre, no norte do Estado. O responsável pelo local foi identificado e autuado. Ele responderá criminalmente por maus-tratos a animais.
Após o recebimento de uma denúncia anônima sobre comércio ilegal de fauna silvestre e crueldade contra animais, os agentes flagraram uma estrutura artesanal destinada à realização dos combates em uma propriedade no interior do município.
Uma médica-veterinária acompanhou a inspeção e constatou que os animais apresentavam os esporões amputados, procedimento invasivo associado à preparação para lutas.
Todos os animais e a estrutura do rinhadeiro foram apreendidos. A operação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Crime ambiental
De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), a prática de rinhas de galos é considerada uma violação dos direitos dos animais e pode resultar em penalidades, incluindo detenção e multa.
Além disso, a participação em eventos de rinhas de galos é equiparada a maus-tratos a animais, conforme orientação do Superior Tribunal de Justiça. A prática é severamente proibida e punida pela legislação brasileira.
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