
Uma operação integrada das forças de segurança resultou na prisão de um homem de 29 anos e na apreensão de 166 quilos de fios de cobre e alumínio nesta terça-feira (29), em Santo Ângelo. A ação fez parte da Operação Rastro Metálico, realizada também nos municípios de Ijuí e Cruz Alta.
A ofensiva, que integra a 118ª edição da Operação Fios e Cabos, teve como objetivo combater crimes de furto, roubo e receptação de fios de cobre, cabos de energia elétrica e materiais semelhantes.
Participaram da operação a 8ª Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (8ª DECRAB), Força-Tarefa Fios e Cabos da Secretaria da Segurança Pública do RS, 4ª DECRAB de Cruz Alta, Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias (IGP), Corpo de Bombeiros Militar, PATRAM, DRCP/DEIC e RGE.
Ao todo, cinco alvos foram fiscalizados nos três municípios. As diligências tiveram atenção especial à possível receptação de metais provenientes de furtos contra pivôs de irrigação, redes de energia elétrica e estruturas de telefonia.
Durante a fiscalização de um dos locais, em Santo Ângelo, um homem de 29 anos foi preso em flagrante por receptação qualificada. No estabelecimento, as equipes localizaram 166 quilos de fios pertencentes à RGE, sendo 96 quilos de cobre e 70 quilos de alumínio.
A operação também identificou outras irregularidades. O Corpo de Bombeiros Militar lavrou três Autos de Infração relacionados ao Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), sendo dois em Cruz Alta e um em Ijuí.
Na área ambiental, foram registrados três Termos Circunstanciados, um em cada município fiscalizado, por fatos enquadrados no artigo 60 da Lei Federal nº 9.605/1998.
A Operação Rastro Metálico mobilizou 56 servidores e colaboradores das instituições envolvidas. O balanço aponta cinco alvos fiscalizados, uma prisão em flagrante, 166 quilos de fios apreendidos, três Autos de Infração do Corpo de Bombeiros e três Termos Circunstanciados por questões ambientais.
Segundo a Polícia Civil, a estratégia busca atingir não apenas os responsáveis pelos furtos, mas também a cadeia de receptação e comercialização irregular dos materiais. No meio rural, esse tipo de crime pode provocar prejuízos significativos, especialmente quando envolve cabos utilizados em pivôs de irrigação e outros equipamentos essenciais à produção agropecuária.
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