
Em celebração aos 400 anos da fundação da missão de São Nicolau (1626-2026), no Rio Grande do Sul, o grupo de pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento, do IEA-USP, organizou o Simpósio 400 anos das Reduções Jesuítico-Guaranis na América do Sul.
O encontro reuniu especialistas em história das reduções, história latino-americana, história da arte e arquitetura missioneiras — e contou com a participação da URI Santo Ângelo, representada pela professora Claudete Boff.
O Simpósio deu continuidade a um projeto do grupo iniciado em 2018, voltado à valorização e preservação do patrimônio deixado pelos povoados fundados por jesuítas em territórios guaraníticos entre os séculos XVII e XVIII — regiões que hoje correspondem ao Paraguai, Argentina, Brasil, Uruguai e Bolívia.
O evento foi híbrido, com palestrantes presenciais e transmissão pelo Canal IEA ao Vivo, no YouTube. Participaram pesquisadores da Argentina, Paraguai, Itália (ARSI) e Estados Unidos (Boston), além de diversas universidades brasileiras, entre elas a URI, campus de Santo Ângelo, por meio da professora Claudete Boff. Ao todo, foram 24 temas, todos relacionados às questões do patrimônio, da memória e do pertencimento.
A pesquisadora e professora da URI Claudete Boff apresentou o trabalho "Valorização do patrimônio missioneiro: memória, continuidade cultural – presença guarani no sul do Brasil", contribuindo para o debate sobre a preservação do legado missioneiro na região.
Com contribuições de pesquisadores de diferentes áreas, o Simpósio promoveu o reconhecimento e a preservação das reduções como patrimônio cultural, fortaleceu redes entre universidades e comunidades de pesquisadores, ampliou a visibilidade da cultura guarani e valorizou a memória da resistência indígena.