
O laudo da necropsia do corpo de Gabriel Marques Cavalheiro apontou que a morte foi decorrente de um golpe que causou uma hemorragia interna. O resultado da necropsia foi divulgado em uma coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira (26), em Porto Alegre.
– Conforme o laudo de necropsia, a morte de gabriel ocorreu por perda sanguínea causada por ruptura de vasos na região cervical com sinais de ação por instrumento contundente, ou seja, uma hemorragia interna – explicou Heloísa Helena Kuser, diretora-geral do Instituto Geral de Perícias (IGP).
O chefe da Polícia Civil, delegado Fábio Motta Lopes, afirmou que o resultado do laudo corrobora a tese do homicídio qualificado, já indica, preliminarmente, pela investigação da Polícia Civil:
– O laudo pericial confirma a versão que as testemunhas já haviam apresentado na investigação que tramita na Delegacia de Polícia de São Gabriel. Ouvindo agora a leitura da conclusão pela perita Heloísa, o laudo reforça a tese do homicídio qualificado, que é um crime (doloso contra a vida) que será, ao que tudo indica, analisado pelo Tribunal do Júri em São Gabriel.
Na última sexta-feira (26), já havia sido divulgado o resultado de dois exames, o de narcóticos e de álcool no corpo de Gabriel Marques Cavalheiro.
Gabriel Marques Cavalheiro, 18 anos, desapareceu por volta da meia-noite do dia 12 de agosto, no Bairro Independência, em São Gabriel. Segundo o relato de uma moradora, ela teria chamado a Brigada Militar (BM) após o jovem ter forçado a grade da casa dela e tentado entrar no local. Policiais foram até o endereço, abordaram, algemaram Gabriel e o colocaram no porta-malas da viatura. Depois disso, o jovem não foi mais visto.

Moradora registrou momento da abordagem dos policiais ao jovem. Foto: Divulgação
O corpo dele foi encontrado dia 19 de agosto, em uma barragem na região conhecida como Lava pé. Os três policiais (Arleu Júnior Cardoso Jacobsen, Cleber Renato Ramos de Lima e Raul Veras Pedroso) que abordaram o jovem foram presos na sexta-feira (19) a noite e estão no presídio militar em Porto Alegre desde então. Eles já foram interrogados pela Polícia Civil e pela Justiça Militar.
Diário de Santa Maria