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Polícia

Produtora é investigada após denúncias de estudantes que pagaram por realização de formaturas no RS

28 de fevereiro de 2019
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Uma produtora de eventos de Frederico Westphalen, no Norte do Rio Grande do Sul, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de estelionato. Mais de 300 universitários em 15 cidades gaúchas e catarinenses afirmam ter sido lesados, após contratarem a empresa para organizar formaturas, mas não terem o serviço concluído.

Na terça-feira (26), Lucas Spolti, o dono da empresa, prestou depoimento na polícia. Segundo seu advogado, Evandro Zuch, a produtora passa por dificuldades financeiras.

“Ele não conseguiu adimplir esses contratos na totalidade e agora está tentando captar alguns valores para cumprir com os outros quatro contratos que faltam”, diz.

A polícia, porém, afirma que a empresa tem mais do que quatro contratos a serem colocados em dia.

“Diante dessa informação do não cumprimento das obrigações por parte da empresa, eles [estudantes] se mostraram bastante preocupados e aflitos com a possibilidade de que a formatura da forma como planejaram não fosse realizada”, afirma o delegado Eduardo Ferronato Nardi.

Ainda de acordo com o delegado, os clientes não conseguem contatar, nem por telefone nem pessoalmente. Há pelo menos uma semana ninguém é encontrado na sede.

Estudantes lesados

Os clientes que contrataram a empresa relatam a decepção por não ter os serviços garantidos pela empresa. Foi o caso de um grupo de alunos de Arquitetura de Carazinho, que se formaram no último fim de semana, mas não da forma como haviam planejado.

“A gente não conseguiu aproveitar aquele sentimento ‘bah, eu vou me formar’, porque tava todo mundo preocupado se ia ter ou não ia ter uma formatura”, relata Andressa Bertoncello.

“A gente sempre vai lembrar desse dia com alegria, por ter colado o grau, mas também com uma certa frustração por tudo que aconteceu e desespero, porque a gente achava que não ia ter nada”, comenta a Patrícia Ecker, que também participou da turma de formandos.

Elas e os colegas pagaram R$ 3 mil pela cerimônia, mas não tiveram o serviço prestado. O mesmo ocorreu com a turma do Direito de uma universidade de Frederico Wesphalen. Mais de 30 alunos pagaram e ficaram na mão.

“Eu sonhava em trazer meu gurizinho, de terninho, ver o papai formar e agora esse sonho aí jogado fora no lixo. Por uma negligência. Por uma falcatrua de uma empresa. Isso é triste”, afirma Osmar José Pereira.

Ana Paula da Fonseca Menezes também relata a decepção que sua família teve. “O meu pai. É o grande sonho dele. Ver a filha se formando também. Meu avô com 84 anos, é a primeira neta que iria se formar”, conta.

“Foram cinco anos, pra chegar no final da faculdade e comemorar com essa formatura. E tudo que a gente esperava era ter esse sonho realizado aí a empresa simplesmente desapareceu, não deu notícias nenhuma pra formando nenhum e nós ficamos nessa situação”, concorda a colega Estefânia Milani.

Em Santo Ângelo acadêmicos de psicologia da URI, e uma turma de Biomedicina do IESA também registraram boletim de ocorrência contra a empresa.

G1

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