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Santo Angelo

Qualificação sobre violência doméstica reúne agentes da rede de atendimento

23 de agosto de 2019
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Promoção da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres de Santo Ângelo e da 13ª Delegacia Regional de Polícia Civil lotou o auditório do CMC

Um problema social que precisa ser combatido com informação e proteção às vítimas. A violência doméstica foi tema de um a capacitação regional promovida pela Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (CMM) de Santo Ângelo em parceria com a 13ª Delegacia Regional de Polícia.

A promoção lotou o auditório do Centro Municipal de Cultura na quarta-feira (21). A abertura contou com as presenças do vice-prefeito Bruno Hesse; da juíza Marta Martins Moreira, diretora do Fórum local; vereadora Jaqueline Possebom, representando a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores; Fernando Sodré, delegado regional de Polícia Civil; Elaine Maria da Silva, delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santo Ângelo; Tatiana Barreira Bastos, diretora da Divisão de Proteção à Mulher do Departamento de Grupos Vulneráveis da Polícia Civil gaúcha e Simone Vargas Lunkes, psicóloga e coordenadora da Coordenadoria Municipal da Mulher de Santo Ângelo.

A qualificação teve como público alvo os operadores da rede de atendimento à mulher, composta pelos órgãos de segurança pública, saúde e educação. O objetivo é melhorar os atendimentos prestados às mulheres no município.

Simone Lunkes lembrou que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de feminicídios. “O Instituto Maria da Penha expõe que a cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal e a cada dois minutos é registrado um boletim de ocorrência por agressão”, comentou. Ela ainda citou que os números mostram que a cada nove minutos uma mulher é vítima de estupro e em média são notificados dez estupros coletivos por dia conforme dados do Ministério da Saúde.

De acordo com Simone, esse cenário somente será alterado com políticas públicas eficientes e cada vez mais fortalecidas nos municípios. “A Coordenadoria Municipal da Mulher de Santo Ângelo vem trabalhando fortemente nas articulações com a rede de serviços de proteção à mulher e promovendo ações como a criação do Fórum de Políticas Públicas Pró-Erradicação da Violência Contra a Mulher, projetos nas escolas, além de discutir a violência com apoio do Ministério Público, atendimentos psicológicos, jurídicos e visitas domiciliares, além do trabalho de grupos terapêuticos, elaboração de projeto de construção civil e diversas palestras e intervenções nas comunidades do nosso município”.

Para o delegado regional de Polícia Civil, Fernando Sodré, a rede de atendimento à mulher que sofre violência somente se fortalece a partir do momento em que as pessoas se conscientizem sobre a importância deste enfrentamento.

O vice-prefeito Bruno Hesse destacou que a violência doméstica é uma questão de políticas públicas e de segurança pública, por isso é muito importante orientar a população e identificar sinais de violência contra as mulheres, informando sobre os serviços de atendimento ofertados por essa rede.
Durante a programação, foi apresentada pesquisa sobre feminicídio desenvolvida pela professora Lizete Dieguez Piber da URI Santo Ângelo. A delegada Tatiana Bastos apresentou painel sobre o trabalho da Divisão de Proteção à Mulher. Também realizaram explanações e orientações a delegada do Departamento de Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, Andréia Mattos, e a capitã Karine Pires Soares Brum, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha.

A programação foi encerrada com um painel de contextualização das diferentes atuações dos serviços na rede de proteção à mulher no município de Santo Ângelo com a fala das autoridades da rede.


Texto: Hogue Dorneles
Fotos: Marcos Luft/Câmara de Vereadores

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