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Santo Angelo

Reunião debate abertura do comércio aos domingos em Santo Ângelo

4 de dezembro de 2019
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Discussão foi proposta pelo vice-presidente da Câmara de Vereadores de Santo Ângelo, Vinícius Makvitz (MDB)

Realizado no Plenário Juarez Lemos, um debate reuniu, na manhã de segunda-feira, 02 de dezembro, vereadores, proprietários de supermercados de Santo Ângelo, representantes de entidades de classe e sindicatos, para tratar do horário de funcionamento dos mercados.

Proposta pelo vice-presidente Vinícius Makvitz (MDB), a reunião teve o intuito de conversar sobre a possibilidade dos mercados abrirem aos domingos, tendo em vista a nova Lei de Liberdade Econômica sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro. “A discussão começou na cidade, e estamos aqui pautando ela, de modo que a gente possa construir junto à comunidade o melhor caminho para esta questão. Sabemos que há favoráveis e contrários, e precisamos mostrar para a população todos os lados, de modo que se compreenda a discussão e também para ver o que é melhor para o crescimento do nosso município”, afirmou.

Participaram da reunião, os vereadores Pedrão (PSD), Vando Nolasco (PDT), Dionísio Faganello (DEM), Márcio Antunes (Progressistas), Paulão (Progressistas), Zilá Andres (Progressistas), e o presidente da Câmara de Vereadores, Maurício Loureiro (PDT).

Após sua fala inicial, Makvitz passou a palavra para os participantes se manifestarem sobre o assunto. Dentre os posicionamentos, alguns proprietários enfatizaram a opinião contrária à abertura de mercados, com a justificativa de prejudicar os pequenos empreendimentos, além da necessidade de trabalho aos domingos, aumentando os custos e inviabilizando as pequenas empresas se manterem.

Representnado o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sindigênero), Dari Zanuso, e Cristian Fontella, presidente do Sindicato dos Comerciários, se mostraram contrários à abertura, considerando um acordo coletivo feito entre os sindicatos.

Zanuso falou que é necessário fazer uma reflexão acerca do impacto no município. “Está uma tendência de abrir aos domingos, que só prevalece as grandes redes. Nós, médios, se hoje abrirmos aos domingos, vamos começar a trabalhar no vermelho, então vai ser inviável. A nossa venda vai ser a mesma, e vai aumentar o nosso custo operacional para deixar o mercado aberto”, afirmou.

Conforme o presidente dos Sindicomerciários, o assunto sempre é levado para ser debatido em assembleia, pois há várias questões que precisam ser discutidas, como o fato de não haver creches abertas aos domingos, porém já existe um posicionamento a favor do descanso nos domingos e feriados. “Nós sabemos que o comércio em si tá liberado, mas temos que fazer a discussão: é bom para quem essa abertura? A discussão é válida, respeitando as duas partes. Nós já consultamos os trabalhadores, o sindicato patronal já consultou as empresas, então a discussão já foi feita”, afirmou

Proprietário do Supermercado Weinert, Henrique Weinert ponderou sobre as manifestações afirmou que é a favor de que os mercados possam operar aos domingos. Durante sua fala, pontuou sobre o direito das pessoas terem acesso ao serviço, e afirmou que os custos que aumentariam seria de pessoal, pois é necessário contratar mais pessoas, o que gera mais empregos. Além disso, o empresário falou sobre a organização. “Sobre a questão do descanso aos domingos, com certeza é melhor estar em casa. O funcionário vai trabalhar dois domingos, ganhar dois de folga e mais um dia da semana, ele troca dois domingos por outros dois domingos e mais quatro dias de folga”, esclareceu.

Weinert afirmou a vontade de abrir o mercado aos domingos. “Para nós é financeiramente viável, é positivo, de forma que nós buscamos nossa estrutura para poder deixar aberto”, enfatizou.

Representante do Grupo Big, que tem duas unidades em Santo Ângelo, sendo o Supermercado Nacional e o Maxxi Atacado, Gerson Silva se manifestou dizendo que o grupo é favorável ao livre comércio, pensando no crescimento da empresa e também do município. “O grande estimula a competitividade, faz com que o o pequeno e o médio também procurem se desenvolver e também ser competitivo com o grande. Eu vejo que desde que deixamos de abrir nos domingos e feriados, tivemos um decréscimo de funcionários. Operávamos no Nacional com 110 a 120 empregados, e hoje o nosso quadro efetivo é de 64. A gente estimula a competitividade, e queremos uma convenção coletiva que permita o crescimento de todos, de toda categoria. Que o sindicato patronal represente toda categoria, o grande, o médio e o pequeno, e não só uma faixa”, ressaltou.

Os representantes da Acisa, Douglas Winter Ciechoviez e Carlos Gonçalves da CDL, se manifestaram a favor da abertura dos mercados aos domingos, e do desenvolvimento do município, e lembraram que o comércio já pode abrir aos finais de semana.

Makvitz afirmou que a reunião foi realizada para compreender as decisões já tomadas e para pensar alternativas que possibilitem em algum momento a abertura dos mercados aos domingos, já que as empresas interessadas poderiam destinar em torno de 100 vagas de emprego para inserir a comunidade local no mercado de trabalho, respeitando a legislação trabalhista e de modo que não haja prejuízo para os pequenos e médios empresários.

Assessoria de Imprensa/Fotos: Marcos Luft

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