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Santo Angelo

Secretaria de Obras remaneja casa de cães no Cemitério Roque Gonzales

17 de outubro de 2019
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Governo Municipal deve fechar o ano com investimento de R$ 260 mil em defesa da causa animal e reafirma manutenção do diálogo com ativistas

O secretário de Obras e Serviços Urbanos de Santo Ângelo, Adolar Queiroz, se manifestou sobre o episódio envolvendo a instalação de casas para cães abandonados no Cemitério Municipal Roque Gonzales. Os animais são cuidados e alimentados por servidores públicos que trabalham no setor.

De acordo com o secretário as casas foram instaladas em locais impróprios – próximo à Capela Funerária e em frente a jazigos – e sem qualquer solicitação de autorização, contato ou notificação ao órgão responsável por parte dos envolvidos. Acrescenta que as casas não foram retiradas do território do cemitério e sim remanejadas para o centro administrativo, local considerado adequado pelos servidores que trabalham no referido órgão.

Queiroz explicou ainda que dos quatro cães que circulavam pelo cemitério, um deles foi adotado pelo vigilante da noite. Três cadelas permanecem na área do cemitério, próximo ao centro administrativo, recebendo alimentação e os cuidados dos servidores.

O vigilante Lari Medina afirma que foram citados cinco cães, mas um deles não ficava no cemitério, esporadicamente aparecia por lá. “Ele estava aqui quando o pessoal da ONG apareceu, por isso foram colocadas cinco casinhas”, reforça.

As cinco casas de madeira foram colocadas ao lado do centro administrativo, onde os vigilantes e o zelador Flori Rodrigues colocam água e ração. Medina afirma que a ração é adquirida pelos servidores. “Nós gostamos da presença dos cães. Em nenhum momento pensamos em retirá-los. Eles servem de companhia e até nos acompanham nas rondas que fizemos pelo cemitério”, afirma Medina.

DIÁLOGO E INVESTIMENTOS

O Governo Municipal, por seu turno, reforça o diálogo que sempre manteve com as organizações não-governamentais de proteção e que direciona recursos e ações em defesa dos animais. São pagos R$ 15 mil mensais – R$ 180 mil/ano por meio de processo licitatório para a manutenção de canis em condições de zelar pela vida de 188 cães abandonados pela população.

Também foram sancionadas leis como a da criação do Conselho Municipal de Defesa e Proteção dos Animais, cujos membros já foram empossados e a instituição do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal, gerido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Ressalta ainda, que está em vias de elaboração, o processo licitatório para implantação de projeto de castração no valor de R$ 80 mil, atendendo assim, um antigo pleito dos ativistas da causa animal.

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