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Secretário que referenciou o nazismo tinha a Cruz Missioneira em sua mesa

17 de janeiro de 2020
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Não sei quem repassou a Cruz Missioneira ao Secretário Especial da Cultura do governo Bolsonaro, mas também isso não me interessa. Isso apenas me despertou a curiosidade.

Até nem sei se esta é ou não a Cruz Missioneira ou a Cruz de Lorena, sempre existe e sempre existirá as controvérsias. A verdade é que precisamos zelar e ao mesmo tempo desvincular a cruz missioneira deste discurso.

É bom lembrar que os símbolos mudam de significado ao longo dos anos.

A suástica ao longo de milhares de anos atrás era venerada como símbolo ao Deus Sol, e hoje é o símbolo do fascismo.

Após a repercussão nacional, e mesmo entidades representativas de outros países, o presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta sexta-feira a demissão do secretário da Cultura, Roberto Alvim, após a divulgação de um vídeo em que fez referências ao nazismo.

Em uma publicação no Twitter, o chefe do Executivo disse repudiar ” ideologias totalitárias e genocidas, como nazismo e comunismo”. Bolsonaro também demonstrou “total e irrestrito apoio à comunidade judaica”.

A gravação de Alvim foi feita para lançar o Prêmio Nacional das Artes, na noite dessa quinta-feira. No entanto, o conteúdo da gravação chamou a atenção pela estética com ares de nazismo. Penteado como Goebbels, Alvim copia várias falas de um discurso de 1933, realizado no hotel Kaiserhof, em Berlim, para diretores de teatro. Ao fundo, escuta-se a composição “Lohengrin” de Richard Wagner, músico predileto de Hitler.

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, afirmou Alvim no vídeo postado nas redes sociais. As falas são muito semelhantes ao que é citado em biografia de Goebbels.

Tudo pode acontecer.Inclusive nada.

Apenas isso. Nada mais que isso.

Jairo Ferreira

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