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Educação

URI mobilizou acadêmicos e docentes para o Fórum de Estudos de Paulo Freire que acontecerá na UCS em maio

20 de março de 2019
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Os cursos de graduação em Pedagogia e em Psicologia e o Mestrado em Ensino Científico e Tecnológico da URI Santo Ângelo promoveram na sexta-feira, 15, o Pré-Fórum de Estudos e Leituras de Paulo Freire, com o tema “Democracia e lutas Sociais: denúncias e anúncios”.

O encontro reuniu cerca de 120 acadêmicos, egressos e docentes dos cursos envolvidos, de Teologia e do Magistério do Instituto Odão Felippe Pippi, além de mestrandos de ECT, com o objetivo de mobilizar para o XXI Fórum de Estudos: Leituras de Paulo Freire, a ser realizado em maio na Universidade de Caxias do Sul.

De acordo com o organizador do evento, professor Cênio Back Weyh, doutor em Educação, os participantes tiveram uma roda de conversa com o professor doutor Walter Frantz, da Unijuí, que defende a construção de uma educação mais humana, embasada em amor e conhecimento.

Segundo Frantz, “a marca forte de um processo civilizatório mais humano deve ser a substituição das relações instintivas de concorrência pela ativação das relações de respeito, de solidariedade e de cooperação entre os seres humanos e destes com o restante da natureza. É preciso humanizar mais a vida e não a submeter aos ditames de uma economia que tem suas razões, tão somente, na acumulação e expansão de capital”.

Para Frantz, “o primeiro grande desafio, no sentido dessas mudanças é constituir as condições para a produção de conhecimentos necessários, acima de tudo, à vida (individual e coletiva). Aqui começa a responsabilidade de educar e ensinar. Não há como sermos educadores, pedagogas/os, professores/as, sem compreender em que mundo vivemos e que mundo queremos para viver. No horizonte dessa visão, impõe-se a necessidade de ruptura do status quo e da construção de algo novo, isto é, de uma alternativa. Identificar e compreender os desafios desse processo histórico, construir meios de atuação, inserir-se e agir sobre ele, tornam-se urgentes tarefas políticas (não no sentido partidário), seja individual ou coletivamente, através de movimentos sociais e organizações. Tornam-se desafios à educação como um processo de conhecimento, isto é, de tomada de consciência crítica do mundo”.

No mundo de hoje, observa Frantz, “seres humanos são descartáveis. Como ser professor/a nessas condições? Como educar e ensinar? Por isso, penso que, antes de tudo, é preciso recuperar a capacidade de amar a vida que, infelizmente, está sendo muito banalizada, diante de sua redução a dimensões apenas econômicas”.

Para a submissão de trabalhos ao XXI Fórum de Estudos de Paulo Freire a ser realizado em maio, na UCS, o prazo de inscrição vai até dia 7 de abril.

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