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Política

Vice de Nicolás Maduro diz que ajuda humanitária à Venezuela é ‘contaminada, envenenada e cancerígena’

13 de fevereiro de 2019
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A vice-presidente do regime de Nicolás Maduro, Delcy Rodriguez, acusou a ajuda humanitária enviada à Venezuela de ser “contaminada, envenenada e cancerígena”.

“Poderíamos dizer que são armas biológicas, o que pretendem introduzir com essa ajuda humanitária”, afirmou Rodriguez, em discurso na terça-feira (12).

No mesmo dia, milhares de venezuelanos foram às ruas em todo o país para pressionar o governo chavista a liberar a entrada do carregamento de comida e remédios – parte dele retido na fronteira com a Colômbia por apoiadores do regime.

Caminhão com ajuda humanitária chega sob escolta à fronteira da Colômbia com a Venezuela — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters

Caminhão com ajuda humanitária chega sob escolta à fronteira da Colômbia com a Venezuela — Foto: Luisa Gonzalez/Reuters

Juan Guaidó, declarado presidente interino em janeiro, afirmou que a ajuda humanitária chegará à Venezuela até 23 de fevereiro. Ele também informou que haverá novos pontos de coleta desse carregamento, inclusive na fronteira com o Brasil, em Roraima.

  • BBC: o que há de verdadeiro e falso nas declarações de Maduro

O regime chavista acusa os Estados Unidos de tramarem um golpe de estado com a entrada da ajuda humanitária. Maduro se defende dizendo que as sanções impostas pelo governo de Donald Trump são responsáveis pela fome e crise de abastecimento vivida no país.

Protestos contra Maduro

Multidão protesta contra Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela — Foto: Adriana Loureiro/Reuters

Multidão protesta contra Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela — Foto: Adriana Loureiro/Reuters

Em mais um dia de protestos, milhares de manifestantes foram às ruas na Venezuela na terça-feira contra o bloqueio imposto pelo regime de Nicolás Maduro à ajuda humanitária enviada ao país. Caminhões e militares favoráveis ao governo chavista fecharam uma ponte na fronteira com a Colômbia para impedir a passagem do carregamento de comida e remédios.

Juan Guaidó discursa para multidão em Caracas, na Venezuela, em mais um dia de protestos contra Nicolás Maduro — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Juan Guaidó discursa para multidão em Caracas, na Venezuela, em mais um dia de protestos contra Nicolás Maduro — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Guaidó pediu aos militares que deixem entrar os carregamentos. “As Forças Armadas devem decidir se estão do lado da Constituição”, disse.

“Apostaram em nos dividir, e aqui estamos mais unidos e fortes do que nunca. A ajuda humanitária vai entrar de qualquer maneira na Venezuela porque o usurpador vai ter de partir da Venezuela”, afirmou Guaidó.

Manifestantes contra Nicolás Maduro carregam bandeiras da Venezuela durante manifestação em Caracas — Foto: Manaure Quintero/Reuters

Manifestantes contra Nicolás Maduro carregam bandeiras da Venezuela durante manifestação em Caracas — Foto: Manaure Quintero/Reuters

“Uma ordem aberta às Forças Armadas: permitam a entrada da ajuda humanitária. Terão alguns dias para se colocarem ao lado da Constituição e da humanidade. São as vidas de 300 mil venezuelanos que estão em risco”, escreveu.

Trump diz ter plano ‘B, C e D’

Bandeira dos Estados Unidos é vista no meio da multidão de simpatizantes do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se autodeclarou presidente interino   — Foto: Federico Parra / AFP

Bandeira dos Estados Unidos é vista no meio da multidão de simpatizantes do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se autodeclarou presidente interino — Foto: Federico Parra / AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta-feira que estuda todas as opções para resolver a crise na Venezuela, na mesma linha do que ele já havia anunciado.

“Sempre tenho um plano B, C e D”, disse Trump, perguntado se tem algum plano caso Maduro não deixe o poder.

Pouco antes, a liderança da oposição na Câmara disse que o Congresso dos EUA não apoiariam uma hipotética intervenção militar norte-americana na Venezuela.

“Eu quero deixar claro a todos: uma intervenção militar norte-americana na Venezuela não é uma opção”, disse Eliot Engel, líder do Comitê de Relações Exteriores da Câmara.

Fonte: G1

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